Brincando de Bonelli.
Sunday, February 7th, 2010Ultimamente desenhar personagens de HQ que aprecio tem se tornado um belo exercício por dois motivos:
1. Releitura: Entender melhor como eles são e se comportam. Traduzi-los para uma linha mais fiel ao meu traço sem descaracterizá-los é um desafio divertido.
2. Narrativa: Desenhar um Asterix, um super-herói e um fumetti requer entender um pouco da narrativa de cada um deles. Cada gênero tem a sua. Neste caso, o padrão Bonelli é bem rígido, com cerca e 06 quadros por página divididos em 03 tiras. Não que isso seja ruim. Na verdade é um padrão simples e ágil.
Desta vez decidi brincar com um universo de personagens que acho fascinante. Dylan Dog é meu personagem favorito da editora Bonelli. Ícone do terror nos quadrinhos e uma série repleta de referências ao cinema fantástico é um dos títulos mais vendidos na Itália, embora suas HQs se passem em Londres. Infelizmente não é mais publicado no Brasil, mas vale muito uma corrida aos sebos. O excelente Mágico Vento é o único da lista de personagens que estrelam este exercício que ainda tem revista mensal em nossas bancas. Com razão, pois é um dos melhores títulos Bonelli que já li. Procure também J. Kendall- Aventuras de uma criminóloga, que vale muito a pena.
Sem roteiro, improvisei uma história que não tem começo e quase um fim. Na verdade ela é quase uma sequência da minha HQ “Pirata”, publicada em meu álbum Quadrinhofilia onde os personagens são genéricos de Dylan e seu assistente Grouxo ( não o Marx, mas quase). Imagine apenas que o espírito desgarrado de Dylan Dog ( o personagem é uma espécie de detetive sobrenatural reticente) de alguma maneira viaja entre o espaço/tempo e, convenientemente vai encontrando outros personagens das HQs Bonelli pelo caminho.
Espero que goste dessa sequência experimental com os personagens. Começamos com o Velho Oeste americano de Mágico Vento e seu amigo Poe, saltamos para o futro de Nathan Never e depois retrocedemos um pouco no século passado, onde encontramos o tio Martin Mystere, sua eterna noiva Diana e o simpático neanderthal Java para dar um fim abrupto a jornada de nosso espírito errante. Enfim, uma sequência sem pé nem cabeça, mas divertida de fazer. Se você já conhece os personagens irá imaginar os diálogs sem grande dificuldade. Divirta-se e comente.




