E estou de volta do FIQ…

Com muitas lembranças na bagagem e, claro, alguns quadrinhos também. Cheguei na sexta a tempo de participar da oficina de roteiro do espanhol Juan Canales, roteirista de Blacksad (série de álbuns policiais protagonizados por animais que teve dois volumes pulicados pela Editora Panini no Brasil), bati um papo com os editores Sierra Hann da Dark Horse e com Eddie Berganza da DC Comics, com Claudio Curcio (diretor do Comicon, salão de quadrinhos italiano), tentei desenferrujar meu alemão com Reinhardt Kleist e Jens Harder, conheci a quadrinista italiana Gabriella Giandelli, recebi meu livrão MSP50 autografado pelo pai da Mônica, peguei elevador com Guy Delisle e conversei com Craig Thompson enquanto nos servíamos de suco de laranja.
Isso é só um resumo jogado do que foi o evento. Nomes e pessoas foram tantos que paro de citar aqui para a memória não me trair e não ser injusto com ninguém. Enfim, não parece, mas foram apenas 03 dias e meio em Belo Horizonte participando do maior festival de quadrinhos da América Latina. Estive também na edição anterior e posso afirmar: o público estava muito mais empolgado. Seria reflexo do momento por que passam os quadrinhos no Brasil? Creio que sim.

Eu tive sorte, quando cheguei as fortes chuvas que estragaram alguns estandes do festival já haviam passado. Daí em diante foi sol e muitos encontros com nomes que agora tem rostos e com fãs que eu nem sabia que tinha. Confesso que me senti muito popular no FIQ. Na última edição eu andava mais discreto por lá. Na noite de sábado foi minha vez de lançar a revista Ato 05. Foram mais de duas horas autografando e conversando com muita gente. Para minha alegria, autografei inclusive alguns Quadrinhofilias que leitores levaram ao evento especialmente mim. Para minha tristeza nem Quadrinhofilia, nem Folheteen estavam à venda no evento.
Editoras, porque você não vão ao FIQ? Livrarias, por que vocês não tinham obras de todos os autores presentes? Pelo menos não faltou Ato 05. Levei 290 exemplares. 200 ficaram com o pessoal da cooperativa de autores Quarto Mundo, que vendeu a revista no evento e vai distribuí-la em seus diversos pontos de venda pelo país. O restante evaporou em minhas mãos. Fosse vendendo, trocando ou distribuindo entre editores e artistas presentes. Só faltou o André Diniz, roteirista de Ato 05, estar por lá. O que mais ouvi foi a pergunta: “Cadê o André???”

Enquanto os gaúchos do Mondo Urbano autografavam a bela revista Encore no estande dos 10 Pãezinhos a minha noite de autógrafos foi meio confusa. Estavamos eu, Guy Delisle ( Shenzhen), Olivier Tallec (Negrinha) todos amontoados diante da livraria do evento e depois chegou Craig Thompson para arrebanhar as legiões. Atrás de mim o grande Marcelo Lelis estava fazendo uma aquarela pela pura alegria de fazer uma. Inclusive ele se mostrou uma pessoa muito atenciosa e tivemos um ótimo papo sobre experiências no mercado francês de HQ. Ele levou ao evento seu recém-lançado (e belo) álbum publicado pela editora Casterman. Daniela Batista, sócia da livraria HQMIX de São Paulo chorava sem parar enquanto folheava o livro. Um dos momentos mais doces do evento.
Fez falta uma sinalização para que o público identificasse quem era quem e a mudança do local do evento do FIQ que antes era feito na Serraria Sousa Pinto, aliada ao imprevisto das fortes chuvas, certamente não ajudou a logística. As filas se confundiam, o que gerava confusão nos momentos de maior movimento. E acredite, não foi pouca gente que andou por ali. Na sexta se falavam em cerca de 30 mil visitantes e ainda faltam 03 dias de evento… Mas as exposições todas tiveram boas salas. Juro que tentei ver todas com atenção, mas era humanamente impossível. Infelizmente lançamentos, bate-papos e oficinas de meu interesse tinham horário comum, então o lance era optar. Não pude estar na palestra do Craig Thompson pois era bem na hora de meu lançamento. Então… Me disseram que a palestra dos quadrinistas chineses também foi ótima, mas aí eu estava falando com o Lelis. Não dá para se ter tudo ao mesmo tempo… As exposições tinham trabalhos maravilhosos. Maravilhoes inclusive eram os álbuns da Mostra Mundial de HQs organizada pelo Marko, do Neorama dos Quadrinhos. Contribuí para o acervo com Revolta de Canudos e Ato 5.

Na segunda-feira eu abri as conversas com o público às 14h. O público era pequeno, mas muito interessado. Algumas das pessoas foram a minha palestra depois de ler minha HQ sobre Asterix que integrou a mostra Isto é a França. Ela também pode ser lida aqui no blog. Clique aqui. Isso me deixou muito contente. Inclusive lá eu conheci a Dandara, que estava cobrindo o evento para a revista Zé Pereira. Ela havia trabalhado com o pessoal da HQM na produção do meu Quadrinhofilia. Quando as perguntas estavam mais quentes, infelizmente tive que interromper o bate-papo. Trinta minutos é muito pouco. Espero que na próxima edição o FIQ deixe mais tempo para seus convidados conversarem com o público.
Outro destaque que faço relacionado ao FIQ foi a bela cobertura que o evento teve: da Danrara para a Zé Pereira, a do amigo Erico Assis para o Omelete (no domingo ele era a exaustão em pessoa e também do Papo de Quadrinhos e da Banca de Quadrinhos, que batalharam duro por entrevistas com todo mundo que foi possível.
Por fim, deixo meu mais sincero obrigado a Mitie e suas meninas, sempre dando uma força e também para o bom e velho Liber, o homem que mais gostou do FIQ no mundo! Outros abraços especiais ficam para Roberto Ribeiro, Emanuele, Afonso e Nilene do FIQ.
Ei, minha caneta de autografar acabou mesmo ficando com a Joana da produção…
Abaixo, confiram algumas das figuras que encontrei por lá:











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