Brincando de Bonelli.


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Ultimamente desenhar personagens de HQ que aprecio tem se tornado um belo exercício por dois motivos:

1. Releitura: Entender melhor como eles são e se comportam. Traduzi-los para uma linha mais fiel ao meu traço sem descaracterizá-los é um desafio divertido.

2. Narrativa: Desenhar um Asterix, um super-herói e um fumetti requer entender um pouco da narrativa de cada um deles. Cada gênero tem a sua. Neste caso, o padrão Bonelli é bem rígido, com cerca e 06 quadros por página divididos em 03 tiras. Não que isso seja ruim. Na verdade é um padrão simples e ágil.

Desta vez decidi brincar com um universo de personagens que acho fascinante. Dylan Dog é meu personagem favorito da editora Bonelli. Ícone do terror nos quadrinhos e uma série repleta de referências ao cinema fantástico é um dos títulos mais vendidos na Itália, embora suas HQs se passem em Londres. Infelizmente não é mais publicado no Brasil, mas vale muito uma corrida aos sebos. O excelente Mágico Vento é o único da lista de personagens que estrelam este exercício que ainda tem revista mensal em nossas bancas. Com razão, pois é um dos melhores títulos Bonelli que já li. Procure também J. Kendall- Aventuras de uma criminóloga, que vale muito a pena.
Sem roteiro, improvisei  uma história que não tem começo e quase um fim. Na verdade ela é quase uma sequência da minha HQ “Pirata”, publicada em meu álbum Quadrinhofilia onde os personagens são genéricos de Dylan e seu assistente Grouxo ( não o Marx, mas quase). Imagine apenas que o espírito desgarrado de Dylan Dog ( o personagem é uma espécie de detetive sobrenatural reticente) de alguma maneira viaja entre o espaço/tempo e, convenientemente vai encontrando outros personagens das HQs Bonelli pelo caminho.

Espero que goste dessa sequência experimental com os personagens. Começamos com o Velho Oeste americano de Mágico Vento e seu amigo Poe, saltamos para o futro de Nathan Never e depois retrocedemos um pouco no século passado, onde encontramos o tio Martin Mystere, sua eterna noiva Diana e o simpático neanderthal Java para dar um fim abrupto a jornada de nosso espírito errante. Enfim, uma sequência sem pé nem cabeça, mas divertida de fazer. Se você já conhece os personagens irá imaginar os diálogs sem grande dificuldade. Divirta-se e comente.

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7 Responses to “Brincando de Bonelli.”

  1. Paulo Ramos Says:

    Fico na torcida para que este exercício livre - ótimo, por sinal! - inspire editoras brasileiras a ressuscitarem Dylan Dog nas bancas brasileiras. Há vários órfãos do personagem, entre os quais me incluo. Abração.

  2. Lielson Says:

    Genial!

    entre as viúvas do DD, está este aqui.

  3. Marcello S. Nicola Says:

    Muito legal. Sempre imaginei que dava pra fazer uma história envolvendo todos os personagens da Bonelli!

  4. Guilherme de Souza Says:

    Cheguei a comprar um exemplar, quando era mais novo. A história era tensa, sobre uma criança que servia de ‘repositório de órgãos’ pro irmão. Traumático.
    Espero que você não tenha passado pelo choque de assistir a uma ‘releitura’ chamada “Martin Mistery”, que passava na Fox Kids \o/

  5. Guilherme de Souza Says:

    p.s.: curti o pot-pourri!

  6. Lucas Pimenta Says:

    Que este exercício traga frutos, e porque não, um convite para trabalhar com a editora italiana…

    Só faltou uma ilustração do Ken parker.

    por sinal, já visitou o KEN PARKERBlog?

    Gostaríamos de contar com sua colaboração…

    Grande abraço.

  7. Gladson Says:

    Grande exercício! Vi seu último lançamento e aproveitei para passear pelo blog. Sou fã de todos os personagens, mas o Mistere seu ficou à italiana, Aguiar!!!

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