Entrevistas sobre ATO 5 no JB e no Globo!
February 26th, 2010Reproduzo aqui as entrevistas publicadas reccentemente nos blogs dos jornais cariocas Jornal do Brasil e O Globo, mantidos por Pedro de Luna e por Télio Navega. Em ambas falei da minha parceria com o roteirista André Diniz e dos bastidores da produção da revista Ato 5. Aproveite e clique nos links para conhecer melhor esses dois blogs que divulgam o que acontece de melhor nos quadrinhos nacionais e estrangeiros.
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AI-5 ganha versão em quadrinhos

Em março de 1964 o presidente ditador Artur da Costa e Silva decretou o quinto Ato Institucional (AI-5), fechando o Congresso Nacional por tempo indeterminado e proibindo qualquer reunião de caráter político, bem como efetuando prisões e estabelecendo censura prévia. Péssimas lembranças, hã?
Mas o roteirista André Diniz (aqui entrevistado pelo álbum Nove Vidas) e o desenhista José Aguiar resolveram se inspirar neste triste momento do Brasil e criar uma HQ em formato de revista. Conversamos com Aguiar, autor de Quadrinhofilia, direto de Curitiba, confira!
JBlog >> Por que a ideia de ilustrar o AI-5?
Na época em que nos conhecemos o André trabalhava numa série chamada Subversivos, ambientada no contexto da ditadura. Ele me ofereceu algumas sinopses de histórias e eu, por ser por casado com uma atriz, me interessei por retratar o universo dela nos quadrinhos.
Sem falar que era a HQ mias atípica do pacote que André me ofertou. Não era uma história de luta armada. Era uma história de amor ambientada naquele período louco. De outro tipo de resistência.
Terminamos em 2003 a primeira versão de Ato 5. Naquela época achávamos que poderíamos imprimir de maneira independente, mas isso não aconteceu. A realidade ainda era outra para esse mercado. Ofereci a HQ a algumas editoras, mas por ser curta não obtive perspectivas de publicação. Ano passado, por ocasião do FIQ, decidi publicar enfim essa HQ numa edição fechada. Corri atrás de patrocínios e a loja Itiban nos deu todo o apoio.
Mas passado tanto tempo, André e eu tínhamos mudado um bocado e sugeri a ele modificarmos um pouco a HQ. Refizemos textos, páginas, cenas, eu acrescentei tons de cinza e assim chegamos a uma “versão do diretor” revista e ampliada.
JBlog >> Então uma loja de quadrinhos foi a patrocinadora?
Ela entrou com boa parte dos recursos financeiros, o restante André e eu arcamos do nosso bolso. O Xico Utrabo há muito tempo queria editar algo e também fez o meio de campo com a gráfica, negociando e também me pressionado para cumprir os prazos. No dia em que ele me ligou a primeira vez para me cobrar eu disse a ele: “Você não sabe como é bom ser cobrado para fazer quadrinhos!”

JBlog >> Qual o maior desafio de vocês?
Tirar a HQ da gaveta. O processo com o André sempre foi tranquilo. Ele foi sempre muito aberto as minhas sugestões. Espero poder trabalhar novamente com ele em breve.
JBlog >> Foi inspirado em atores em uma companhia de teatro verdadeira?
Até onde o André me contou tudo é fictício. Lembro dele comentando sobre a personagem Lorena que, no presente, ela seria uma espécie de Fernanda Montenegro, consagradíssima. Isso foi o máximo de inspiração em uma pessoa real que me foi orientado.
Visualmente eu trouxe muito dos estudantes de artes cênicas que conviveram comigo e minha esposa na faculdade de artes. Para ilustrar a peça que eles encenam na HQ eu me inspirei numa montagem real daquela época. Coisa estudantil.

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Em busca de um quilombo utópico
Enviado por Telio Navega -22.2.2010 |2h30m
Depois de experimentar vidas passadas, uma revolta em Canudos e até um certo ato institucional, o quadrinista André Diniz prepara para o mês que vem um álbum em que, além de escrever, também desenha. ”O Quilombo Orum Aiê” (Record) pode não ser autobiográfico como o ótimo “7 vidas” (Conrad), mas bebe na fonte histórica de “A revolta de Canudos” (Escala Educacional) e o independente “Ato 5″.
- O livro conta a saga de três escravos e um branco foragidos que partem em busca de um quilombo utópico, após a revolta dos escravos malês, em 1835 - explica André Diniz. - A busca pelo quilombo, que eles até, em algum momento, duvidam que exista, é também uma jornada onde o jovem escravo, líder do grupo, aprende bastante sobre si mesmo e sobre a vida.
Além de serem baseados em fatos históricos, os dois livros mais recentes de Diniz - ”A revolta de Canudos” (Escala Educacional) e “Ato 5″ (independente) - têm outro ponto em comum: foram ilustrados pelo mesmo artista.

- “Ato 5″ foi nosso primeiro trabalho junto, mas, ironicamente, saiu depois de “A revolta de Canudos” - conta o curitibano José Aguiar. - André produzia uma série chamada “Subversivos”, que era desenhada por vários autores e tinha histórias sobre a resistência armada na época da ditadura. A sinopse de “Ato 5″ deixava essa abordagem de lado e privilegiava o ponto de vista de artistas e relacionamentos humanos, o que me cativou.
Apesar de publicado informalmente pela internet em 2003, “Ato 5″ só ganhou status de lançamento, com páginas a mais e impresso, no finzinho do ano passado, durante o Festival de Quadrinhos de Belo Horizonte:
- Eu refiz algumas artes, acrescentei tons de cinza e André reviu o texto. A história ganhou mais algumas páginas nesse processo e um ar mais maduro no final. Ambos ficamos muito contentes com o resultado. É a nossa “versão do diretor”, com cenas a mais e novos efeitos especiais.

Meu Fantasma e meu Ernie Adams…
February 19th, 2010O que faço para agitar o pós-carnaval do blog? Coloco mais um sujeito fantasiado para o seu deleite.
Desde o ano passado tenho me divertido muito fazendo releituras de personagens de quadrinhos. É um ótimo exercício e uma maneira de me lembrar que não existe uma só forma de desenhar.
Já passaram por aqui a Turma da Mônica, Asterix, Batman, Demolidor, Tex , muitos personagens Bonelli e até o pessoal de Jornada nas Estrelas - A Nova Geração. Hoje fui mais atrás e busquei um personagem querido e não tão popular atualmente. Ele: o Espírito-que-anda, o protetor da selva de Bengala, o cara que nunca mostra os olhos: O Fantasma!
Confesso que não sou um fã, mas curto muito o enredo das dinastias do Fantasma. Hoje em dia quase todo mundo copia o conceito. Banalizaram um pouco a ideia de um heroi que segue uma tradição. Mas tudo bem, o Fantasma é precursor dos super-heróis modernos. Sem poderes, mas já usando colante e máscara ele é um dos personagens pulp clássicos mais populares do mundo. E não é de hoje que ele é sucesso, pois está esmurrando criminosos desde o distante ano de 1936.
Conheci o personagem através de meu tio. Acho que era a única HQ que ele lia… Depois reencontrei o Fantasma na animação Defensores da Terra, então turbinado com a “Força dos 10 tigres”. Depois ele padeceu em outra versão animada futurista que ignorei… O filme de 1996 podia até ter dado certo mas ficou no meio do caminho. Vi um trailer da versão “Smallville” que o personagem ganhará este ano na TV americana e achei pavoroso. Porque adaptar os personagens mais simples é sempre mais complicado? Será que decidem colocar firulas e ignoram a essência que os faz populares?
Pena que nas telas ele não tenha tido muita sorte. Para mim a versão mais bacana dele ainda é o seriado dos anos 40, protagonizado por Tom Tyler, o mesmo ator que fez o Capitão Marvel daquela época. Na foto do seriado que você vê abaxo ele aparece ao lado do ator Ernie Adams. Olhe só que coincidência: Ernie Adams é também meu personagem em parceria com o roteirista Wander Antunes. Ele tem dois álbuns publicados na França. Quase um crossover involuntário, hein? Em tempo: o meu Ernie não parece nada com o senhor armado da foto. Se quiser conhecê-lo, clique aqui.
Baile de Salão
February 14th, 2010Assim como eu você não é exatamente um entusiasta da folia carnavalesca? Está na internt em vez de pulando atrás do bloco? Então esta história poderia acontecer com você, caso tome coragem de se mesclar com as massas em busca de uma companhia…
Ela foi publicada originalmente em 1999 na revista independente Entroya#0, uma edição especial onde artistas curitibanos davam sua visão pessoal sobre a folia geral desta época do ano. Essa mesma HQ participou da coletânea Consecuências, exposição e livro publicado na Espanha em 2002 e, mais recentemente integrou minha coletânea Quadrinhofilia, publicada ano passado pela Editora HQM. Não sou o que poderiam chamar de folião, mas creio que esta HQ é uma homenagem sincera ao carnaval de tempos passados. Boa leitura.
Para conferir um preview das demais HQs de Quadrinhofilia, confira um preview aqui.
Para adquirir o álbum na editora, clique aqui.
Encomendando cna Itiban Comic Shop você pode pedir seu exemplar com um desenho autografado. É só escrever para: itiban@netpar.com.br
Abertas as Inscrições para os Cursos de História em Quadrinhos na Gibiteca
February 8th, 2010Desde 01º de fevereiro estão abertas as matrículas para os meus cursos de HQ na Gibiteca de Curitiba!
Corra pois o período de inscrição encerra dia 06 de março!
Não perca tempo pois as vagas são limitadas!
Serão 04 meses para desbravarmos juntos os quadrinhos e seus mistérios!
Estarei ministrando dois cursos este semestre ( entre 06 de marça a 03 de julho), sempre aos sábados:
14h - HQ Básico (desenho, criação de personagens, linguagem dos quadrinhos e arte-final)
16h 30 - HQ Avançado (roteiro e criação de fanzine)
Custo: 4 x de R$40,00
Serviço:
Gibitca de Curitiba
Rua Carlos Cavalcanti 533 , Centro
Fone: 41-3321-3250
Brincando de Bonelli.
February 7th, 2010Ultimamente desenhar personagens de HQ que aprecio tem se tornado um belo exercício por dois motivos:
1. Releitura: Entender melhor como eles são e se comportam. Traduzi-los para uma linha mais fiel ao meu traço sem descaracterizá-los é um desafio divertido.
2. Narrativa: Desenhar um Asterix, um super-herói e um fumetti requer entender um pouco da narrativa de cada um deles. Cada gênero tem a sua. Neste caso, o padrão Bonelli é bem rígido, com cerca e 06 quadros por página divididos em 03 tiras. Não que isso seja ruim. Na verdade é um padrão simples e ágil.
Desta vez decidi brincar com um universo de personagens que acho fascinante. Dylan Dog é meu personagem favorito da editora Bonelli. Ícone do terror nos quadrinhos e uma série repleta de referências ao cinema fantástico é um dos títulos mais vendidos na Itália, embora suas HQs se passem em Londres. Infelizmente não é mais publicado no Brasil, mas vale muito uma corrida aos sebos. O excelente Mágico Vento é o único da lista de personagens que estrelam este exercício que ainda tem revista mensal em nossas bancas. Com razão, pois é um dos melhores títulos Bonelli que já li. Procure também J. Kendall- Aventuras de uma criminóloga, que vale muito a pena.
Sem roteiro, improvisei uma história que não tem começo e quase um fim. Na verdade ela é quase uma sequência da minha HQ “Pirata”, publicada em meu álbum Quadrinhofilia onde os personagens são genéricos de Dylan e seu assistente Grouxo ( não o Marx, mas quase). Imagine apenas que o espírito desgarrado de Dylan Dog ( o personagem é uma espécie de detetive sobrenatural reticente) de alguma maneira viaja entre o espaço/tempo e, convenientemente vai encontrando outros personagens das HQs Bonelli pelo caminho.
Espero que goste dessa sequência experimental com os personagens. Começamos com o Velho Oeste americano de Mágico Vento e seu amigo Poe, saltamos para o futro de Nathan Never e depois retrocedemos um pouco no século passado, onde encontramos o tio Martin Mystere, sua eterna noiva Diana e o simpático neanderthal Java para dar um fim abrupto a jornada de nosso espírito errante. Enfim, uma sequência sem pé nem cabeça, mas divertida de fazer. Se você já conhece os personagens irá imaginar os diálogs sem grande dificuldade. Divirta-se e comente.
Hoje é dia do Quadrinho Nacional
January 30th, 201030 de janeiro é data sagrada, pois no mesmo dia, no distante ano de 1869 estreiou no jornal “Vida Fluminense” a série “As Aventuras de Nhô Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte”, do autor ítalo-brasileiro Angelo Agostini (1843-1910). Razão dessa data marcar o Dia do Quadrinho Nacional, data comememorada pela classe em todo o país. Agostini foi o grande precursor da HQ no Brasil e um dos pioneiros do mundo. Hoje seu nome é inclusive dado a um dos prêmios da categoria. Para saber mais sobre ele, recomendo o excelente artigo do Professor Waldomiro Vergueiro publicado no site Omelete. Para ler, clique aqui
Com o perdão e bênção de “Santo Agostini”, padroeiro das causas das artes gráficas e quadrinhos em geral, reproduzo aqui duas perguntas que o jornalista Pedro de Luna do Jornal do Brasil ( RJ) fez para mim a respeito da data de hoje:
1) Como você avalia o ano de 2009 para a HQ nacional e quais as expectativas pra 2010? Há algum lançamento importante criado por você para o ano novo?
2009 foi um ano de efervescência. Mas muito do que se plantou editorialmente ano passado só agora vai começar a aparecer. Eu vi mais novos autores surgirem. Gente muito boa, uma nova geração que está se mexendo rápido. Novos álbuns nacionais com qualidade melhor também estão ganhando espaço. Não só nas prateleiras, mas na mídia geral. Ano passado começou-se a discutir um pouco melhor o que são quadrinhos e para que servem. Tudo isso é sinal de amadurecimento, de que é possível surgir um mercado no Brasil para os quadrinhos. A perspectiva que o ano deixou foi de tempos promissores e desafiadores para 2010.
Da minha parte já está certo que este ano sai Vigor Mortis Comics, projeto em parceria com o dietor de teatro Paulo Biscaia e com o quadrinista DW. Nele criamos um universo de quadrinhos baseado nos personagens das peças da companhia Vigor Mortis de teatro. Em especal dos premiados espetáculos Graphic e Morgue Story, que já utilizavam elementos de HQ.
2) O que falta para todo dia ser dia do quadrinho nacional?
Várias coisas. Infelizmente as de sempre: mais espaço para tiras em jornais, mais editoras investindo na produção de quadrinhos escritos e desenhados por autores nacionais e, principalmente, uma distribuição eficiente desse material para formar uma base de leitores para o futuro. As pessoas gostam de quadrinhos. O problema é que elas não sabem onde encontrá-los.
*Em tempo:
Neste fim de semana o Blog dos Qaudrinhos, do conceituado jornalista Paulo Ramos está divulgando cerca de 150 blogs e sites de autores nacionais para comemorar a data e mostrar aos leitores virtuais a cara da produção atual no país. Não deixe de visitar a página, clicando aqui.
*Campanha:
No dia do Quadrinho Nacional, compre um gibi feito aqui! Corra na Comic Shop ou banca mais próxima!
E feliz dia do Quadrinho Nacional!
Vigor Mortis Comics - bastidores 01
January 30th, 2010Biscaia, Aguiar e DW…
E foi dada a largada. Na verdade, Paulo Biscaia e eu escrevemos os roteiros durante o ano passado. Mas 2010 é o o começo oficial do projeto, com toda a equipe reunida. Agora o quadrinista DW se juntou a nós e ele e eu estamos iniciando o processo de desenho das HQs. É hora de decupagem, adaptação de texto, esboços e comentários ácidos, porém saudáveis no processo de criação. Enfim, neste janeiro o projeto toma embalo. O bacana é anuciar isso no dia em que se comemmorao o dia do Quadrinho Nacional.
Aprovado no edital do Mecenato Municipal da Fundação Cultural de Curitiba, o projeto captou recursos e está em fase de ebulição criativa para ir ao papel até o segundo semestre. Ainda estamos sem editora para lançar nas livrarias e comic shops. Mas espere até pipocarem os primeiros previews oficiais que tudo pode mudar. O ano está só começando… Mas com grandes possibilidades. Por enquanto, deixo aqui um rabisco feito durante a leitura dos roteiros realizada pelos atores da Vigor Mortis.
A ideia de tranpor as peças escritas e dirigidas por Biscaia para as HQs surgiu depois da minha colaboração com a peça “Graphic” em 2007. Para ela, eu criei o material gráfico e as artes do personagem Artie, um desenhista de quadrinhos frustrado que arranjou emprego desenhando manuais de instrução. Graphic inclusive foi indicada ao Troféu HQMIX e com seu texto, Biscaia concorreu ao prêmio Shell de melhor autor.
DW, que já havia trabalhado na peça Morgue Story atualmente prepara o álbum O Vento do Malá Prata pela Cia das Letras, escrito por Emilio Fraia.
Das minhas conversas com Biscaia surgiu a ideia de escrever algo em conjunto, para explorar mais o universo que ele criou em suas peças. Não se trata de adaptar as peças para as HQs, mas sim criar histórias independentes com os personagens delas. Em todos os espetáculos da Cia Vigor ha referências a locais, situações e personagens em comum. Os quadrinhos são um meio de, ao mesmo tempo, levar adiante esse universo e apresentá-lo a quem nunca viu os espetáculos. É um cruzamento de ideias muito interessante.
Criamos histórias variadas, resgatando vários personagens das peças da Vigor Mortis. Seu mundo gira a partir de dois personagens de HQ que existem nesse universo fictício: Oswald, o Morto Vivo (desenhado por DW) e o Homem-Sombra, que criei em Graphic.
Aguarde muito sangue, violência, sexo, sangue, aventura, certa escatologia, sangue, escapismo e, claro, cinismo e terror para breve, num material altamente recomendado a leitores adultos e de bom gosto, como você!
Jornada - A Nova Geração.
January 29th, 2010Antes do Sylar virar Spock eu já era membro da Federação dos Planetas Unidos. Eu devo ter sido, sei lá, da quarta ou quinta geração de trekkers. Sim, eu era um “Red Shirt” ( aqueles coadjuvantes que sempre morrem). Tinha uma camisa vermelha do seriado que ganhei numa palestra. Dois números maior do que eu, virou pijama.
Entre a série clássica e as demais que a sucederam, confesso que tenho uma queda pela Nova Geração, que surgiu nos anos 80 e se teleportou no Brasil na década seguinte. Naqueles tempos sem Tv a cabo conseguir um episódio era uma vitória interestelar. De VHS em VHS os colegas se reuniam mensalmente na casa do Carlos Machado (que inclusive casou à caráter em cerimônia em que estive presente - em trajes civis) para ver o que havia de melhor na ficção televisiva daqueles tempos. Sem legendas, com imagem ruim, 20 pessoas amontoadas na sala e pouca comida, cada um usufruía dos encontros como podia.
Sucesso de público e crítica na TV, a Nova Geração não pegou no cinema. Tirando o filme Primeiro Contato (oitavo filme de Jornada nas Estrelas), seus demais longas eram episódios fracos que pouco lembravam o que a tornava especial.
Pois bem, nos últimos dias eu precisava relaxar, fazer algo sem compromisso e, depois de tantos anos, enfim ilustrei essa trupe no meu traço. O resultado você confere aqui. Espero que que tenha ficado como me lembro da série. Comente o que achou.
Heitorssauro
January 28th, 2010E eu sumi. Sumi porque ele apareceu.
Assim, um pouco antes do previsto.
Assim, do jeito que queríamos.
Nem pequeno, nem grande, meio ela, meio eu.
Todo amor.
O nosso amor, num só menino.
Heitor chegou ha alguns dias, nos trazendo sorrisos, abraços, olheiras e desafios.
Não podia ser diferente, nem melhor.
Bem-vindo, filho.
Agora estou de volta.
Ele, dormindo.













